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Imagino quantas pessoas olharam para o “Urinol” de Duchamp se perguntado: “Como assim?”. Ta, naquela época a linguagem era mais rebuscada, mas tenho certeza que sem entender o que era o dadaísmo a obra de Duchamp era simplesmente mais um objeto. É preciso ter conhecimento do contexto na qual uma obra de arte foi concebida para compreendermos melhor sua intenção.
Hoje na arte contemporânea não consigo ver um movimento específico, mas sim grandes nomes que de alguma maneira querem nos fazer pensar sobre a vida e a cidade
Ao olhar fotos de suas obras, me perguntei “como alguém poderia pensar em utilizar um material que, depois de descartado, é tão inútil para criar uma obra com tal dinâmica?” A resposta só pode ser uma: um artista e sua atitude.
www.henriqueoliveira.com
"Você esqueceu o blog!!" Não esqueci não. Existem fases na vida em que nós precisamos focar em algumas coisas e deixar outras para dar conta de tudo. Mas o que importa é que estamos aqui. Estaremos sempre.
E agora, vamos falar do que?
Escolhi falar de pintura. Pintura com tinta real, ou pelo computador, admiro os dois. Acho que o segredo é ter bom gosto. E nascer com o talento, é claro.
Gosto muito das pinturas de Van Gogh. Coloco aqui uma clássica, com muito movimento e expressão:

As pinturas de Simon Millgate é o resultado de um gerador de pintura em flash. Achei super interessante, e por que não? Hoje a arte está em tudo, de todas as formas, nao dá mais para segurar...

Visite o site do artista: http://www.simonmillgate.com






















Algumas mulheres têm tara por sapatos, como a personagem Rose no filme Em Seu Lugar (In Her Shoes). Outras por óculos de sol, como uma velha amiga. Eu? Meu problema (ou solução) são lenços e cachecóis. 
Nos últimos 10 meses fui a 4 casamentos. (Espero que o próximo evento não seja um funeral...). Casamentos me deixam nostálgica. Todos os meus grandes amigos estão entrando nessa nova fase da vida. Eu? Sem previsão... 

Sentada em algum andar da Maternidade São Luiz, eu esperava o chamado para fazer um exame de rotina. Uma moça apática, com talvez 26 ou 27 anos, descansava a minha frente e olhava para o nada.Embora eu sentisse que a pessoa que buscava suporte para o momento era ela,um homem apoiava a cabeça em seu ombro passando a mão em sua barriga.
Não sei o que ele disse. Ela o afastou e deu-lhe um olhar que até hoje eu não gostaria de receber. Ele se levantou e foi fumar.
Fui pegar um copo d’água, a moça solicitou-me um sem gelo. Com o antigo lugar ocupado, sentei-me ao seu lado.
A possibilidade de aborto para a tentativa de remover um tumor era a razão do olhar e palidez. Para ela, esta hipótese era nula.Marina teria uns seis meses de vida e faltavam -lhe quatro para uma cesariana saudável. Disse-me que se veio a este mundo somente para dar a luz, tudo bem, sem problemas. Compreendi o desespero do marido e, naquela época,esforcei-me para entendê-la.
Não iria escrever nada hoje, estou sobrecarregada,justamente para poder passar o dia das mães com a minha.
Porém ontem, em uma estação de metrô, reparei uma mulher que calçava a mesma melissinha que eu. Mestiça,com o cabelo curtinho e vestido azul, ela se aprontava para descer na estação Liberdade. Chamei-a pelo nome, aliás, nunca o esqueci. Ela me olhou e óbvio não me reconheceu.
Apresentei-me e sentamos na plataforma. Passei pela meia hora mais animada do ano. Marina ficou na dela um tempinho.Terminou a faculdade e agora é nutricionista em um hospital.Está casada há um ano novamente.Vi fotos da Mayara,ela hoje tem 12 anos.


Recordo-me dos compartimentos a meia luz.
Após alguns minutos atravessávamos um corredor formado por resmas. O interessante é que você era convidado a desfazê-las. Fui curiosa atrás daquela já no finzinho.
Sem enxergar direito, escutávamos um “rasga-rasga” de folhas. Arranquei umas dez do que poderiam ser poemas.
Até a estação de metrô eu lia sem olhar para frente.
Uma sensação de soco no estômago incomodava.Percebi que todas as páginas eram iguais.Naquela folha eu li tormentas, cheiros, favores, tato e promessas.Ia além da história de deficientes visuais confinados e abandonados.Sinestesia demais para um vagão de trem lotado.
Já faz uns anos. Não me lembro qual era o nome da exposição, nem se ela era sobre Saramago. No entanto, eu comprei o livro Ensaio sobre a cegueira após ser fisgada por uma instalação do Itaú Cultural .
Seria aquilo propaganda indireta?Direta?Arte?Porque nestes tempos de “follow e unfollow” não é a toa que isto me faz falta.


Dizia o médico em meados da década de 90:
- Você nunca vai conseguir terminar algo. Pois possui déficit de atenção.Você é inteligente, mas viverá em meio ao caos. Preste um concurso. Nem todos os funcionários públicos são vagais, mas tente viver as custas do governo.
Hoje, dependendo do humor e da agenda, ela acorda às nove ou às cinco da manhã...
Abre o Yahoo,e-mail profissional,lê algumas notícias. Olha as ações. Abre o Orkut, facebock, twitter, blogger, atualiza, fecha, abre, fecha.
Escancara a janela.
Olha a orquídea seca.
Após um café, faz esteira, toma banho, chacoalha o cabelo, calça social, camisetinha amarela com estampa da Nina, Melissinha, tubo nas costas...
Sai da bolha.
Fone na rádio Band News FM
Estação Santa Cecília.
Reunião com cliente versus timidez em 1,80m de mulher.
Saca da mochila : trena, máquina fotográfica e laptop emprestado.
Serve-se de café com bolinho de aipim.
Despede-se.
Tem que descer, mas sobe.
Rua Itambé,
Biblioteca da Fau Maranhão,
Av.Angélica, Av.Dr.Arnaldo.
Três gérberas brancas de miolo preto.
Praça da República, Barão de Itapetininga,Restaurante Apfel.
Corre até a Ladeira Porto Geral, atravessa a 25 de março, compra duas bolinhas de Sancliche sem pimenta.
Ônibus, bilhete único, Av. Faria Lima e Shopping Iguatemi. Laptop, Skethup, cliente, cheque e cronograma de obra:
- Preciso retirar o mezuzá?
– A senhora quem sabe, pois ele ficará cheio de pó.
Dois cafés pequenos. Despede-se. Apressa-se. Para. Volta. Loja Zara.
Av.Rebouças, Rua da Consolação.
- Sim, enrolados por favor. Mas são 30 metros de fio 6 mm, você inverteu moço.
Com a mochila pesando uns 7 kilos, senta-se em um vagão, segue em direção a Estação Corinthias Itaquera, desce as escadas rolantes...
3756/10 COHAB Barro Branco/Via Beco. Lotes,lotes e mais lotes. Bate palma, entra. Trena, máquina fotográfica, xerox do IPTU. Café com bolo de macaxera. Despede-se e deixa uma gérbera.
Ônibus, metrô, baldeação + baldeação, estação Trianon, pós-graduação + power point e coffebreack. Foge.
Liga o PC, descarrega a máquina, faz o bkp. Corta as pontas das gérberas. Abre o AutoCad:
Shif+@,Shift+@...Segue assim até 01:00h...
E dizia o médico em meados da década de 90: - Você nunca vai conseguir terminar algo. Pois possui déficit de atenção. Você é inteligente, mas viverá em meio ao caos. Preste um concurso. Tente viver as custas do governo.


Hmm... Sentiu o cheirinho né... rs. 
Certa vez, resolvi comprar uma lingerie da mulher maravilha, planejando passar bons momentos com um certo alguém. Aliás, não sou representante e muito menos garota propaganda, mas recomendo: 




Segue aqui, um a lista de sites que eu visito regularmente e que ensinam de maneira super didática, tanto para os entendidos do assunto, quanto os iniciantes.
Crie seu mundo. Compartilhe. Depois me conta como foi.
Tutoriais:
http://www.mxstudio.com.br/
http://www.truquesedicas.com/tutoriais/photoshop/index.htm
http://psdtuts.com/category/tutorials/ (em inglês)
Brushes:
http://browse.deviantart.com/resources/applications/psbrushes/